Blog Boa Viagem
11/10/2011

Nicaragua e minhas primeiras impressões

Este foi o terceiro país que conheci na América Central. Além de praias incríveis, vulcões inexplorados, paisagens fantásticas a Nicaragua é a fabricante do tradicional Rum Flor de Caña, bebida que experimentei, aprovei e não volto sem uma garrafa de qualquer duty free que a possa encontrar.

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Sabem qual é a minha maior alegria em ter um blog de viagens? Simples! Eu posso reviver o país que quiser, quando bem entender! E como é bom ter oportunidades assim como essa. Enquanto várias pessoas fazem suas viagens e esquecem de tudo que aconteceu, deixando apenas vagas recordações de momentos tão prazerosos apenas para quando estão vendo as fotos empoeiradas pela ação do tempo, eu prefiro dar dinamicidade, compartilhar informações, deixar o legado para as próximas gerações e imortalizar meus passos nesse planeta em um humilde blog de viagens como esse. E isso me faz ser feliz por saber que conheci tantos lugares tão pouco visitados pela maioria dos brasileiros, assim como é a Nicaragua, um país totalmente turístico, com opções que satisfazem a todos os tipos de visitantes, desde os mais endinheirados, até os que vivem "on a budget, like me!".

Ter oportunidades de compartilhar de lugares como esse para mim é mais do que satisfatório. Veja bem, eu não conheço uma pessoa sequer que já tenha visitado a Nicaragua, até já li vários posts em outros blogs de viagens sobre os países da América Central, mas são poucas as pessoas que sabem o que significa a palavra Ometepe, ou ainda que existe uma cidadezinha lindíssima chamada San Juan Del Sur, aos pés da Nicaragua, quase na fronteira com a Costa Rica, e esse talvez seja um dos lugares que mais me senti em casa durante toda essa loucura perambulando pelos 6 países que compõem esse continente que é tão pequeno, mas tão gigantesco.

E querem saber quais foram os motivos que me fizeram sentir em casa na Nicaragua?! Eu econtrei arroz com feijão! É sério! Uma das iguarias nicaragueses que mais se aproxima da comida brasileira é o tal do "Gallo Pinto", uma mistura de arroz com feijão que lembra muito o tradicional baião de dois. E como foi bom encontrar uma comidinha deliciosa como essa tão distante de casa. Já não suportava mais as tortillas da Costa Rica e quando encontrei arroz com feijão, na cidade de San Juan Del Sur, meu primeiro ponto de parada na Nicaragua, foi sucesso absoluto. Mas falemos um pouco mais sobre esse incrível país e minhas primeiras impressões.


Lugares visitados na Nicaragua

Cruzei a fronteira entre Costa Rica e Nicaragua caminhando, com o mochilão nas costas e sabe o que me saltou aos olhos nessa fronteira? As propagandas dos outdoors alertando para a exploração sexual e as falsas oportunidades de ganhar dinheiro mundo a fora com certa facilidade. Penso que isso deve ser muito comum por essas bandas, desde que Nicaragua e Honduras são os países mais perigosos da América Central (este último um dos mais perigosos e violentos países do mundo!), com criminalidade elevadíssima e que com certeza lidam diariamente com situações complicadas como essas.

Imigração entre Costa Rica e Nicarágua
Imigração entre Costa Rica e Nicaragua

E acreditem em mim! Eu sabia para onde estava indo! Eu já conhecia de muito tempo a velha fama de Honduras como um dos países mais violentos e perigosos do planeta (as pessoas portam armas pelas ruas), e a Nicaragua estava ali para me preparar para o que vinha pela frente. Eu estava disposto a viver isso, a conhecer a realidade dos meus irmãos latinos da América Central e é claro, desfrutar ao máximo do melhor que cada um desses países poderia me oferecer. Visitei três lugares em território nicaraguense: San Juan del Sur, Ometepe e Managua. Parecia uma constante não gostar da capital dos países desse continente. Além de mega perigosa, foi o lugar na América Central onde mais fui acediado por carregadores de bagagem, por pedintes, cidadãos que queriam ganhar dinheiro a todo custo de mim. Espera aí, desde quando um mochileiro precisa de alguém pra carregar sua bagagem? Era isso que tentava expor, e além disso é claro, que não tinha dinheiro nenhum. E assim passei um dia na capital da Nicaragua, completamente arrependido por ter visitado Managua. Não pretendo voltar lá mais nunca, mas é claro que se tiver uma nova oportunidade, gostaria muito de voltar para conhecer Granada, cidade histórico colonial famosíssima mundialmente.

Bebidas tipicamente da Nicarágua
Bebidas tipicamente da Nicaragua

E pasmem, sabem qual é a principal cerveja da Nicaragua: Toña! Sim, em português bruto seria Tonha (vulgo para Antônia) e estava pronta a festa! Além disso é mundialmente conhecida por fabricar talvez o melhor RUM de toda a América Central: a Flor de Caña. Acreditem, essa é a bebida se você quer realmente disfrutar das noites da América Central. A Flor de Caña está para a Nicaragua assim como a Skol está para o Brasil. É incrível ver a popularidade de uma bebida tradicionalmente feita de cana, o que seria equivalente á cachaça no Brasil. Eu confesso que fiquei embriagado várias vezes com esse rum e recomendo ao extremo que experimentem a bebida, mesmo que misturada com coca-cola (Cuba Libre), é deliciosa e não dá ressaca.

Muito além do rum, a Nicaragua é famosa por seu relevo desregular, característico pelas grandes montanhas e pela Cordilheira Isabelia, que excede os 2.000 m. Então espere ver tanto planícies quanto vastas montanhas cobertas por florestas de mata virgem e densa sempre preenchendo as paísagens desse país fantástico.

Relevo e vegetação nicaraguense
Relevo e vegetação nicaraguense

E imaginem quem é a estrela do turismo desse país!! Uma ilhota com dois vulcões encravada bem no meio do gigantesco Lago da Nicaragua, que mais parece um oceano do que lago de água doce. Sim, visitei Ometepe e tentei chegar ao topo do vulcão Concepcion, sem sucesso é claro (você vai saber muito mais sobre isso nos próximos posts). O lago é o maior da América Central, perdendo em extensão na América Latina apenas para o Titicaca. Eu não esperava visitar um lugar como esses até ver que ele é o principal destino turístico desse país. Existem propagandas sobre Ometepe espalhadas por todo território Nicaraguense, é como se fosse o Rio de Janeiro no Brasil..., o único lugar que os gringos conhecem no país, principal destino e referência de férias é o Ometepe. Em breve publicaremos uma série de matérias sobre o que fazer nessa ilha, existem centenas de opções interessantes e vou relatar tudo que aconteceu comigo nesses três dias que fiquei hospedado por lá.

A realidade meus prezados, é que somente nesse século que a Nicaragua começa a sentir o crescimento da indústria turística bem sucedida. Um país que até pouco tempo estava afogado em uma infindável guerra civil agora começa a enxergar a conversão das vantagens de se ter o turismo como aliado para o crescimento econômico da nação. E os brasileiros estão longe de figurar entre os visitantes mais populares deste país. Pelo contrário. A cada ano mais de 250.000 cidadãos dos Estados Unidos visitam a Nicaragua, sobretudo gente de negócios, turistas, surfistas e parentes que visitam suas famílias. Ainda assim, a maioria dos turistas que visitam a Nicaragua são dos Estados Unidos, América Central, América do Sul (sobretudo Brasil e Argentina) e Europa (sobretudo de países Escandinavos, como Dinamarca e Noruega. Segundo o Ministério do Turismo da Nicaragua (INTUR), a cidade colonial de Granada é o destino preferido para os turistas.

A Ilha de Ometepe - Nicarágua
A Ilha de Ometepe - Nicaragua

As principais cidades turísticas desse país são as cidades de León, Masaya, Rivas e o Río San Juan De Nicaragua, as praias de San Juan del Sur, a ilha de Ometepe, o vulcão Mombacho, as Ilhas do Milho (Corn Island e Little Corn Island), dentre outras.

Mas sem sombra de dúvidas voltaria para ficar pelo menos um mês na pequenina cidade de San Juan del Sur. Com uma das praias mais planas que já visitei em toda minha vida, essa cidade me fez sentir em casa e teceu as primeiras impressões da Nicaragua em minhas lembranças. Depois da correria de sair da Colômbia, cortar o Panamá e a Costa Rica, chegar em uma cidade tão amável e acolhedora quanto a pequena San Juan foi como tomar um copo d'água depois de dias de caminhada no deserto. Certamente um dos lugares mais interessantes que visitei na América Central e altamente recomendado para aqueles que desejam passar dias calmos surfando nas águas do Pacífico e desfrutando de paisagens parecidas como a da foto a seguir

Praia em San Juan del Sur - Nicaragua
Praia em San Juan del Sur - Nicaragua

Em breve muito mais sobre Ometepe, San Juan del Sur e a Nicaragua, além de que estamos já passando da metade dos relatos da viagem pela América Central, depois desse país faltarão apenas Honduras, Guatemala e El Salvador, sendo assim, aguardem pelo melhor dessa viagem, muitos templos Maias, lugares incríveis, praias sensacionais e recordações que não serão nunca apagadas de minha memória.

Luiz Jr. Fernandes

Analista de TI, empresário, fotógrafo e viajante.
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Lista de Comentários

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Thiago A.
13/10/2011 21:31

Legal

Puxa cara que legal seu blog. Achei no Google ao procurar por informações sobre free shops na America do Sul e li o seu texto sobre o free shop de Lima. Fui duas vezes pra Argentina este ano, minhas primeiras experiencias fora do pais. Viajar é muito bom, pra fora do país é melhor ainda. Vou correr atrás do meu visto americano em janeiro, mas antes quero fazer viagens rápidas por umas 4 ou 5 cidades da América do Sul e Central. Uma viagem de cada vez. Se der uma vez por mes ou uma vez a cada dois meses. Estou pensando em Ushuaia, Lima, Montevideu, Santiago e Cidade do México. O que acha? Poderia me sugerir algo? Tenho só um pouco de medo de paises perigosos como Honduras, por exemplo, ou paises com ditadores, tipo Venezuela ou Cuba, ou lugares muito altos como a Bolivia... tenho medo de desembarcar no aeroporto e não conseguir respirar... rs rs... grande abraço... a parabéns pelo blog. Vou acompanhar!!! 

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