Viagem ou Viajem? Importante manter-se em movimento!

Como é que se escreve a palavra viagem?! Vai depender do seu objetivo de vida. Leia a matéria para entender do que eu estou falando...

Faz tempo que estou querendo escrever um post assim: meio sem pé nem cabeça. Você deve ter lido o título dessa matéria e pensado: "Putz o blogueiro pirou!". Todos os dias eu recebo propostas de consultoria de viagem grátis. Pode ser visto também como doação do meu tempo. Isso também pode ser encarado por momentos de descontração enquanto trabalha. Outros apenas citariam que viajar é algo muito supérfluo. De fato parece que tudo isso é um monte de perda de tempo.

Esses dias atrás um amigo me parou e perguntou se não estou ficando maluco em torrar tanta grana viajando ao redor do mundo. Eu me coloquei a pensar em uma resposta plausível ao questionamento obtido, contudo fiquei sem expressar uma palavra sequer. Como assim, a pessoa não sabe o que acontece na minha vida, chega numa boa apontando defeitos?! Dizendo como a minha vida deveria ser?! Como eu deveria gastar o meu dinheiro...

Outro dia foi um cliente que chegou do nada e me destruiu verbalmente. Falou que eu não sou capaz de me manter no meu próprio escritório trabalhando (até nos finais de semana) e que por isso eu poderia ser considerado um belo incompetente. Tenho parado bastante para pensar em tudo que as pessoas me dizem nos últimos dias. Sinceramente eu desconsidero muito por conta da falta de conhecimento, afinal de contas não seria justo julgar aqueles que não possuem o conhecimento de quem viaja. Sei que essa pessoa também deve conjugar o verbo viajar como um sujeito com J (Viajem), o que é um grande abuso à língua portuguesa.

Bora Bora, na Polinésia Francesa
Em Bora Bora, na Polinésia Francesa

Semanas atrás foi um parente meu, que chegou perguntando os motivos de viajar tanto. Desejando fazer o mesmo, vendo que o tempo de sua juventude está escorrendo pelas frestas dos dedos. Sabendo que esse tempo tão valioso não vai voltar e que também não será possível comprar mais tempo no final de sua vida (quando supostamente terá o dinheiro de uma vida de trabalho sem descanso), ele me indagou sobre minhas estratégias para comprar passagens mais baratas, como eu fazia para viajar tão bem gastando (supostamente) tão pouco. Bom, eu poderia usar isso como uma tese de mestrado e ainda não conseguiria convencer a todos que me avaliassem de que isso é o melhor que podemos fazer pela nossa fútil vida enquanto ainda estamos neste planeta.

Hoje eu poderia estar aqui escrevendo sobre dicas de viagem (com G dessa vez pro sujeito hein, produção!). Poderia também estar me divertindo fazendo qualquer atividade desportiva. De fato que o que mais tenho feito ultimamente resume-se a uma única palavra, no infinitivo pra dar mais força à expressão: o que eu tenho feito é TRABALHAR. E assim a vida continua, com G ou com J, não há nada que mova a engrenagem do desenvolvimento financeiro do que o bom e velho trabalho de escritório.

Nesses anos todos explorando destinos ao redor do planeta, tenho aprendido que o capital mais valioso que podemos acumular são as boas experiências e o aprendizado que acumulamos quando somos retirados de nossa zona de conforto. Não importa se tem J ou se tem G, o importante é que a VIAGEM não seja algo passageiro na sua vida, mas um instrumento de renovação intelectual.

Luiz Jr. Fernandes
Autor

Luiz Jr. Fernandes

Analista de TI, empresário, fotógrafo e viajante.
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